segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O processo de serigrafia silkscreen

     A serigrafia, também conhecida como silk-screen, é atualmente o processo mais utilizado para estampar peças como camisetas, moletons, jeans, etc. O principal motivo de essa ser a técnica predominante na indústria da estamparia é o imenso leque de opções que ela abre.
     Ao longo dos anos os fabricantes de tintas e demais insumos vem fazendo lançamentos de produtos inovadores que estão dando novos ares ao já centenário silk screen.
     Em serigrafia há um tipo de tinta para cada superfície.
     Assim, a mesma tinta utilizada para se imprimir um determinado tipo de tecido não serve para a impressão de plásticos.
   Os fabricantes de tintas fornecem literatura para evitar a utilização inadequada de seus produtos, informações importantes como poder de cobertura, resistência à luz, tempo de secagem, etc.
     Serigrafia: Serigrafia ou silkscreen é um processo lento e um dos mais antigos que existem no qual se utiliza telas(matriz), tinta, rodo ou puxador. As telas possuem micro furos por onde a tinta penetra por conta da pressão exercida através do rodo ou puxador. Este é um processo muito caro quando se trata de uma produção pequena, podendo tornar-se inviável, e também é um processo que necessita de um grande espaço, haja vista a necessidade de diversas telas para produzir uma única estampa.

Classificação das tintas e o tempo de secagem

Sintéticas

muito utilizadas em trabalhos onde a durabilidade seja requerida.
Sua secagem lenta limita a tiragem, mas apresenta preço bastante acessível.

Vinílica

possui secagem rápida pela evaporação do solvente.

Epóxi

a base de resina ou epóxi, solúvel em solventes.
A secagem ocorre pela reação química entre a tinta e o catalisador.

Poliamídicas

a base de resinas poliamídicas termoplásticas, solúveis em solventes. Indicadas para impressão de sacolas plásticas e faixas promocionais.
Qualquer que seja a tinta utilizada, quando não se dispõe de meios mecânicos para secagem, é muito importante a ventilação do ambiente de impressão para uma rápida e eficiente secagem.
A maioria das tintas seca à temperatura ambiente mas existem algumas que não secam ao ar, sendo necessária a utilização de uma estufa.

O processo de secagem ao ar ocorre em duas fases distintas que são:

a) secagem ao toque;
b) secagem definitiva.
Por secagem ao toque entende-se que depois de algum tempo (geralmente uma ou duas horas), o impresso pode ser manuseado sem lhe causar danos.
A secagem definitiva ocorre em geral, depois de 24 horas.
As fábricas de tintas geralmente informam qual o tempo necessário para cada fase de secagem.

O serígrafo deve analisar a peça a ser impressa para depois escolher a tinta apropriada.
Um material cuja impressão deve durar por apenas 15 ou 20 dias, pode ser impresso com qualquer tinta de baixo custo.
Por outro lado, uma peça que deve ser exposta durante anos só pode ser impressa com uma tinta com boa resistência à luz.

Guia de Tintas

TINTA PARA TECIDOS (T.T): Não muito consistente, porém ótima para certos trabalhos, principalmente os que podem ser feitos com registro visual, entretanto após a secagem devemos colocar um pano em cima da impressão e passar um ferro quente para fixar, caso contrário com a lavagem a impressão vai desbotando.
TINTA ACRÍLICA: De altíssimo rendimento em tecido, extrema resistência ao atrito nas lavagens e também aos detergentes domésticos, dispensa toda e qualquer forma de polimerização ou fixação a calor.
TINTA PUFF: Para impressão em tecidos, tendo a característica de ficar em relevo após ser submetida à estufa, ferro quente ou secador de cabelos, proporcionando grande feito visual.
TINTA SINTÉTICA BRILHANTE: Impressões serigráficas sobre chapas de ferro e metais, duratex, cartolina, papéis, flâmulas, poliéster e madeira.
TINTA SINTÉTICA FOSCA: Chapas de ferro e metal, duratex, papelão, papel, cartolina, flâmulas, sacolas de papel para posterior plastificação.
TINTA SINTÉTICA LUMINOSA: Se presta aos casos acima citados.
TINTA VINÍLICA BRILHANTE: Material vinílico flexível, semi-rígido.
Bolsas, carteiras e sacolas, auto-adesivos, embalagens industriais, brinquedos.
TINTA VINÍLICA FOSCA: Vinílicos flexíveis e semi-rígidos como bolsas, plásticos, encadernações, auto-adesivos, pastas e carteiras, brinquedos, pneumáticos, embalagens industriais, etc.
TINTA VINÍLICA LUMINOSA: As mesmas aplicações do item anterior, além de decalques.
TINTA ETCH-RESIST p/ circuito impresso: Tinta branca para gravar e imprimir circuitos eletrônicos com posterior aplicação ácida com percloreto de ferro e remoção final com álcalis.
SOLDER RESIST p/ circuito impresso: Tinta serigráfica verde transparente, base de epóxi, dois componentes, para dar acabamento no circuito impresso (máscara), para posterior soldagem com estanho.
TINTA PARA ACETATO: Impressão serigráfica sobre acetato, celofane, cartolina, papel, duratex, poliéster ou acrílicos em chaveiros de propaganda.
TINTA EPÓXI: Impressão serigráfica sobre Polietileno tratado, Polipropileno tratado, metais (ferro, alumínio, etc.), vidro, fórmica e semelhantes, baquelites e chapas fenólicas.
Esta tinta é diluída a uma proporção de 10% com o seu catalizador.
TINTA PARA COURO: Impressão sobre couro, tecidos de nylon, diversos materiais vinílicos.
Observação:
Empega-se solvente vinílico para a limpeza da tela ou diluição, no caso de se utilizar tinta vinílica; emprega-se solvente sintético ou água raz, no caso em que houver utilização de tintas sintéticas; emprega-se solvente epóxi no caso de tinta epoxi.

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